segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Semana 3

Na segunda feira começaram as aulas, minha pontualidade foi exemplar, cheguei exatamente às 9:47 (na aula que havia começado às 9:15). A professora de Introdução a fisiologia se apresentou e apresentou a matéria, logo em sua apresentação confessou explicitamente ser um barco (mais conhecido no Brasil como coxa), vamos ver se ela chega ao nível de um transatlántico. Fui me encontrar com a Carol e a Claudia, almoçamos e eu segui para a aula de Inteligencia Artificial, na qual o professor fez o favor de não aparecer. Sem mais nada a ser feito, segui para casa. À noite ensinei os mexicanos de casa a jogarem truco.
Terça feira joguei xadrez em uma das islas (praças) da UNAM, almocei e segui para a aula de instrumentação biomédica, para balancear a coxisse do semestre, ese professor disse ser bastante rigoroso (do tipo que adora reprovar os alunos). Logo em seguida tive aula de Analise de sinais e sistemas, aparentemente a materia será fácil, já que a maioria do conteúdo é combinação linear de outras coisas que eu já vi. À noite as meninas foram em casa e jogamos truco com o pessoal aqui de casa (Lalo e Victor), enquanto a Ariana assistia TV, o Carlos ficava no computador.
Quarta feira tive aula de Introdução a Fisiologia pela manhã, depois joguei xadrez, descobri que o professor de IA não foi dar aula de novo e fui jogar mais xadrez.
Quinta fomos eu e a Carol para a feira de computação que estaba se sucedendo na UNAM, não encontramos coisas tão mais baratas e acabamos não comprando nada, depois fui descubrir que o professor de Analise de Sinais e Sistemas não ia dar aula.
Encontrei com a Carol na sexta feira e fomos levados pelo Victor e pela Norma até a Plaza de Conputación da cidade (camelô), acabou que as coisas não estavam aquela maravilha de baratas e fomos embora sem comprar nada.
No sábado fomos eu e a Claudia para o museo antropológico, visitamos o anjo dourado e voltamos para casa.
Deus acordou no Domingo às 10:47 da manhã e disse: hehehehe, hoje eu vou sacanear com o Antonio. Logo depois acordo eu às 10:48 animado para passear pela cidade, só esperando a Claudia chegar para sairmos. Já ao meio dia eu começo atendendo a porta uma Claudia preguiçosa e cansada, ela entra, ve seus e-mails e vai-se. Depois disso resolvo ir até a feira de computação da UNAM para comprar um netbook (mini notebook), precisei fazer um camino extremamente longo para descubrir que existía um caminho simples, e ai, tomei o caminho simples. Chegando lá descobri que todas as boas ofertas de computador tinham acabado, o que eu decidi por comprar tinha esgotado no estoque. Desolado, eu fui em uma tenda e comprei um porta retrato digital (paguei 1900 pesos, equivalente a aproximadamente 270 reais), aparentemente um aparelho bom, interessante, que, além de exibir fotos, também reproduz vídeo e aúdio, pois bem, chegando em casa, o coiso não funciona. Logo após fui comprar um netbook no Wall Mart mesmo, paguei 5000 pesos (720 reais), aparentemente vinha com bluetooth integrado… até chegar em casa. O pior foi o final da noite, quando a Gabi veio até o meu quarto dizendo que quería conversar comigo, pois bem, e ela disse: “Antonio, não vou poder mais aceitar o seu aluguel pois não da mais para você morar aqui em casa, você traz pessoas estranhas (se referindo a Claudia e a Carol, que fazem menos mal que uma mosca capada), bebe (se referindo ao dia que eu fiz caipirinha para ela e o Victor experimentarem) e grita muito (se referindo ao dia do truco).”

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Semana 2

Acordamos segunda feira de manhã (eu e Claudia) e fomos nos encontrar com a Erika e a Carol no aeroporto. Depois de conversado com a Erika, seguimos eu, Claudia e Carol para minha casa em Copilco. A tarde foi reservada para as chicas buscarem um lugar para morar, acabaram encontrando um lugar legal a um pessero (ônibus) de distância da UNAM.
Na terça de manhã passeamos pela UNAM, almoçamos e então fomos a Chapultepec (uma das várias zonas da cidade). Eu tinha a intenção de visitar a exposição temporária sobre Teotihuacan, mas perdemos muito tempo na praça da independência (esquilos, um guia turístico esquisitão, uma alemã e um palhaço), quando vimos, já estava tarde e precisávamos voltar para casa.
Quarta feira houve uma das apresentações da faculdade de engenharia da UNAM, conheci meus miguxos engenheiros intercambistas (3 da França, 1 do País Basco, uma do Canadá, uma da Alemanha, e muitos do México - mobilidade nacional). Na parte da tarde fomos Carol, Claudia e eu a almoçar e então fomos descobrir que tinham passado uma informação errada para nós no Centro De Ensenanza para Estranjeros (disseram que havia uma apresentação às 17:00, quando chegamos lá nesse horário, a apresentação já tinha começado (e terminado) há 6 horas atrás). A noite as meninas prepararam macarrão ao molho branco para os mexicanos aqui de casa, com brigadeiro de sobremesa (não sei se eles realmente gostaram do brigadeiro ou se disseram que gostaram só por educação).
Na quinta houve um tour pela UNAM, conhecemos (nós, alunos de intercâmbio da faculdade de engenharia) a reserva ecológica da UNAM e as formações rochosas, descobrimos que a UNAM é patrimônio da humanidade e que não se pode construir mais prédios ao redor da mesma. Na parte da tarde fiquei jogando xadrez em um dos pastos que a UNAM possui (chamados de ‘islas’ por eles - para uma pessoa normal é uma praça bem bonita, arborizada e com muitas pessoas, para mim, pasto) e depois fui para a casa.
Sexta feira teve outra apresentação da FI (faculdade de engenharia), sim, eles não são tão espertos quanto os engenheiros da UNICAMP que otimizam o tempo de todos e resumem as apresentações em um só dia. Depois da apresentação houve um grupo de intercambistas (me incluo nesse grupo) que foi visitar a zona (bairro) de Coyoacan, almoçamos, passeamos, compramos celulares (quem ainda não tinha) e voltamos para casa. À noite fomos eu, Carol e Claudia para um barzinho também em Coyoacan, saindo do bar, o taxista queria nos trambiquear (não obteve sucesso)...
No sábado fizemos panquecas para dois amigos meus aqui do México e depois saímos para comprar roupa de cama no Sam’s Club. À noite fomos ao Bulldog Café, onde teve um cover do U2, ficamos até umas 3:00 da manhã do domingo e então voltamos para a casa.
Domingo nada mais fiz do que comer burritos (obrigado Victor) e passear a noite pela UNAM.
O mais divertido de tudo era a chuva que não parava de cair durante a semana inteira.

Comidas Típicas - parte 2

Tacos: Aqui se vendem muito tacos, o taco é composto por uma circunferência de raio de tamanho variável (normalmente de 4 a 10 cm), chamada tortilla (pronuncia tortilha) - para os normais, parece uma panqueca esticada - que é feita com farinha de milho e água. A tortilla não possui muito sabor e para eles é o pão nosso de cada dia, quando não têm nada para recheá-las eles colocam sal, pimenta e limão (a nossa manteiga no pão). Voltando aos tacos, eles são recheados com uma variedade de coisas, dependendo do gosto do freguês, existem com ovos, presunto, carne de pastor, tomate, queijo, feijões, etc, e uma combinação linear desses itens. Basicamente eles pegam a tortilla, colocam o recheio no meio e dobram ela (para quem não tem manejo com a comida, é fácil o recheio escorrer enquanto se está comendo). A pimenta, limão e sal são postos na mesa (ou no balcão da cantina) para você se servir a la vonte. Para a nossa cultura, eles não são muito higiênicos no manejo com a comida, os tacos são preparados todos à mão e as pessoas geralmente não usam guardanapos. Os tacos são muito fáceis de encontrar, a cada esquina há um lugar que vendem tacos (ou mais que um), se encontram desde em barraquinhas ao ar livre tanto em restaurantes de grande nome.
Modo de preparo: Pegue uma tortilla pronta (esquentada na chapa quando comprada no mercado), adicione recheio a La vonte, dobre e bon apetit.

Birria: Basicamente um caldo de carne, podendo usar a carne de frango, vaca, porco, ou carneiro, possui um sabor extremamente forte, acompanhado de cebola, tortillas, molho de pimenta e limão (para serem acrescentados a gosto). A birria é servida em dias festivos e é muito apreciada pelos mexicanos. Apesar de ser um prato típico, não é picante em si, quem consome tem a opção de escolher quanto molho de pimenta quer colocar.
Modo de preparo:

Quesadilla: Apesar do nome lembrar queijo, nem todas as quesadillas são feitas com queijo. As quesadillas são muito parecidas com os pasteis (em espanhol, pastel significa bolo doce) brasileiros, coloca-se o recheio (variando entre queijo, requeijão, feijão, carne de vaca, frango, pimenta, tomate, dentre outros) em uma tortilla, enrola-a e depois frita-a.
Modo de preparo:

Burritos: Burritos são bem parecidos (para não dizer que são iguais) com panquecas, a massa é feita da mesma forma, o recheio é colocado e o burrito é enrolado e servido. Assim como nos outros pratos, os recheios podem ser quaisquer coisas. Diferentemente das panquecas que levam molho de tomate, os burritos não são servidos com molho (novamente, é posto pimenta, sal e limão na mesa para que tempere a gosto).
Modo de preparo:

Alegrias: São doces muito comuns aqui no México, feitos a base de amaranto (semente dos Deuses), existe de vários sabores. São gostosas, baratas e muito fáceis de encontrar. Os sabores encontráveis são: chocolate, chocolate branco, passas, castanhas, ou puro. A barra é feita com amaranto (pequenas bolinhas brancas) e juntada com mel. O amaranto é muito nutritivo, ajuda a reduzir os níveis de colesterol além de possuir um sabor agradável (daí vem o nome, semente dos Deuses).
Modo de preparo: pegue 5 pesos, vá a barraquinha mais próxima e peça uma barra de alegria.

Comidas Típicas - parte 1

Introdução: A comida mexicana, apesar de ser famosa por ser apimentada, não é. O que ‘pica’ (como dizem os mexicanos) são as salsas (molhos) de pimenta. A questão é que sempre que se pede comida em um restaurante eles deixam nas mesas umas vasilhas com salsa de pimenta como opção de tempero, e essas sim são muito apimentadas. Como é muito difícil comer sem colocar o molhinho com cara de apetitoso, se diz que a comida mexicana é muito apimentada. Todas as receitas de pratos aqui contidas foram retiradas de uma simples pesquisa em www.google.com.br usando o nome do prato como palavra chave (ai está uma dica para quem quiser saber mais sobre o prato ou quiser uma receita variada). Pode parecer estranho, mas a maioria dos pratos aqui abaixo são comidos com a mão, o uso de talheres é quase que exclusivo para pratos que levam arroz, feijão, macarrão ou outros que necessitam talheres.

Tortilla: Um dos itens principais da culinária mexicana são as tortillas, feitas com farinha de milho e água, compõem os principais pratos de comidas mexicanas. Grosseiramente falando, são servidas no México como são servidos os pães no Brasil. Para “beliscar” os mexicanos geralmente a temperam com molho de pimenta, limão e sal e comem. Muito nutritivas, parecem muito com panquecas esticadas, podendo variar muito de tamanho. A palavra tortilla vem originalmente do espanhol ‘torta’, que significa bolo redondo, quando os espanhóis chegaram ao México e viram aquela comida feita pelos aztecas que era parecido com um pão achatado o nomearam de tortilla (pequena torta). O nome dado pelos nativos Nahuatl às tortillas era tlaxcalli e relatos históricos indicam que as tortillas existem desde 10 mil anos antes de Cristo. Segundo a Tortilla Industry Association (Associação Industrial de Tortillas), o produto e seus derivados fazem parte de um mercado de 6 bilhões de dólares ao ano. São muito nutritivas e de baixa caloria, ricas em ferro, cálcio e vitaminas B, com baixo teor de colesterol.
Ingredientes: uma xícara de farinha fina de milho amarelo, meia xícara de farinha de trigo, uma colher de sal, uma colher de margarina, água o suficiente.
Modo de preparo: Em uma tigela coloque a farinha de milho. Junte um pouco de água e vá misturando até ficar como uma farofa. Junte a farinha de trigo, o sal e a margarina. Trabalhe a massa com a mão, acrescentando água ate virar uma bola, não deve ficar grudenta. Faça bolinhas do tamanho de nozes e reserve cobertas com um plástico para não ressecar. Aqueça uma frigideira anti-aderente (fogo médio). Abra cada bolinha de massa entre dois plásticos (saco plástico usado para congelados) com o rolo de massa, deixando bem fininho. Descole a massa do plástico com cuidado e transfira para a frigideira. Deixe dourar ligeiramente dos dois lados. Assim que tirar da frigideira, transfira par uma tábua e corte em quatro com o auxílio de um cortador de pizza. Se deixar para cortar depois a tortilha se quebra, pois fica muito crocante.
Receita retirada de: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/14051-tortillas-para-acompanhar-guacamole.html
Para mais informações sobre tortilla consultar o artigo (em inglês) ‘tortilla’ em:
en.wikipedia.org/wiki/tortilla

domingo, 9 de agosto de 2009

Fotos

http://picasaweb.google.com/tunico.berno/EnCiudadDelMexico?authkey=Gv1sRgCJDIrPycpuWxFA#

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Primeira Semana

Cheguei no Domingo, dia 26 de Julho de 2009, demorei algumas horas no aeroporto e depois peguei um taxi até o hotel. Cheguei no hotel, dormi até 12:00 e sai para ver a cidade. Fiquei hospedado próximo a estação Zocalo do metro da cidade, é como um centro, ao redor havia uma catedral imensa, o palácio do governo, um museo de ruinas históricas, um museo de artes, feira de artesanato, indios dançando, pessoas fazendo "macumba", etc. As coisas aqui em geral são muito baratas (comida, eletrônicos, transporte público, gasolina, roupas, etc). A comida não é apimentada, mas todas as salsas (molhos), são. Eles não tem o costume de temperar a comida, geralmente deixam tempero (sal, limão e pimenta) a disposição do consumidor. Também não são muito higienicos com a comida, tudo é feito com a mão, sem luvas, servido com a mão, potes de comida expostos, etc, no entanto, nada que não se possa comer. O suco de laranja não é recomendável, eles fazem um monte de suco de manhã cedo e deixam até o final do dia, fora que o suco tem um gosto questionável. Me adaptei bem ao espanhol, consigo entender perfeitamente tudo que falam, no entanto, ainda não consigo falar tão bem, eu fico com raiva das palavras que são iguais, os falsos cognatos são, ah, interessantes :).
Na segunda feira fui a toa de metro até a UNAM, lá chegando fui a facultad de ingenieria, cheguei a toa na secretaria e fui extremamente bem recebido, as duas secretárias disseram ser minhas novas "mamães", como se não me bastassem o monte de mães que tenho no Brasil...
Fui apresentado ao Felipe, assistente de serviços acadêmicos, que me apresentou a outros funcionários, como o Tomás, que me ajudou muito em tudo (a encontrar casa, comprar celular, achar supermercado, etc). O mais interessante foi a disposição que os funcionários tiveram para sair de trás de seus gabinetes e andar comigo pela cidade. Só acharam ruim quando eu disse que não jogava futebol (quiseram empurrar isso: "es brasileño, tienes que jugar futbol").
Na terça feira já me instalei na minha nova residência, em um apartamento a 5 minutos a pé da UNAM. O apartamento tem 6 moradores, eu, Victor (25, formado em EC na UNAM), Gabi (administradora da casa), X, Y, e Z.
Quarta feira fiquei andando a esmo pela UNAM, por Copilco (como bairro universitário), fui no mercado, e etc.
Quinta não fui muito produtiva either.
Na sexta feira encontrei com um amigo que conheci aqui no México, José Antonio, me deu um tur pela UNAM, fomos comer Birria, um caldo de carne com sabor muito, muito forte, e depois visitamos a reserva ecológica da UNAM.
No sábado fomos (eu, José, Coco e Bubu - apelidos estranhos...) ao museu de arte moderna Rufino Tamayo e depois fomos a exposição temporária sobre Teotihuacan no Museo Antropológico. Comemos em um shopping perto e depois voltei para casa.
Domingo fui buscar a Cláudia no aeroporto e depois fomos a Zocalo.